BLOG DESTINADO A POSTAR RECORDAÇÕES DA CASERNA E DA AMIZADE QUE PERDURA ATÉ OS DIAS ATUAIS, COM TEXTOS E FOTOS.
sábado, 29 de maio de 2021
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domingo, 16 de maio de 2021
quinta-feira, 29 de abril de 2021
quarta-feira, 28 de abril de 2021
A Hora do Adeus!
Depois de toda a ralação do ano, era chegada a hora de decidirmos se pedíamos para engajar, permanecer no quartel por mais algum tempo, ou se iríamos voltar ao estado de civis.
Fui um dos que decidiram sair.
No dia do nosso desligamento foi uma choradeira. Até oficiais mais experientes sucumbiram ao sentimento de saudade.
Todos em forma pela última vez. Sem uniforme.
Uma mistura de sentimentos tomava a todos.
Até à chegada ao portão principal, havia uma ansiedade. Enfim estaríamos livres das ordens, das sacanagens de um ou outro superior hierárquico, da comida pouco aprazível. Estaríamos por nossa conta.
Ao sair, um vazio. Por um momento, fui tomado por um arrependimento. Quase peço para voltar.
Cada um pegou o seu ônibus. Nos dias de folga, pegávamos carona, rapidinho. Nem isso teríamos mais.
Ainda no trajeto para casa, me sentia feliz e infeliz, ao mesmo tempo. Retornaria à minha família, deixando outra para trás.
O Paiol
Nunca tirei serviço de guarda no paiol (local onde era armazenada toda a munição). Como deveria ser, era um local isolado de tudo, nos fundos do quartel.
Havia quem preferia ficar de guarda por lá. Os motivos eram muitos, mas o principal deles seria o isolamento. Mesmo correndo o risco de serem flagrados e sofrerem uma punição exemplar, alguns admitiam dormir em serviço e outros usufruíam de momentos relaxantes, por assim dizer, fumando alguns baseados.
Muitas histórias eram relatadas, mas uma, em particular, me chamou a atenção: Santiago, numa certa noite fazia a guarda do local. Mesmo sendo um dia de lua cheia a visibilidade não era lá essas coisas. O silêncio só era quebrado por grilos e o que parecia ser uma coruja. Lá pela madrugada, por volta das 3h da manhã, já cansado e com muito sono, notou algumas luzes verdes vindo em sua direção. Eram luzes que se cruzavam, três ou quatro. Ganhavam mais intensidade à medida que iam se aproximando. Logo de cara não identificou o que seria. Desconfiado, engatilhou o fuzil, ficando em alerta. Tentou contato com o seu reforço, em vão. Chegou a imaginar que seriam discos voadores. Sua boca ficou seca, seu coração parecia querer sair do peito de tanta aflição. As luzes aumentavam e diminuíam sua intensidade de uma maneira muito rápida.
- “Meu Deus, serei abduzido!” – deve ter imaginado.
Até que em certo momento, se deu conta que eram vagalumes.
“Imaginação de soldado astronauta”, segundo ele.
Até hoje, jura de pé junto que não era integrante da turma dos consumidores da planta.
Serviço na Micareta
Apesar de querer estar de folga para participar da festa, estar de serviço nas ruas, nessa época, não era tão ruim assim. Afinal, chamávamos a atenção por onde passávamos. As garotas se empolgavam. A farda parecia ter um efeito afrodisíaco, digamos assim.
No entanto, os perrengues não eram incomuns. Os confrontos com foliões mais exaltados aconteciam o tempo todo. Numa dessas patrulhas em que eu estava, tinha o Sargento Ronald, no comando. Já era muito comum à época, brigas e desordens pelo circuito, inclusive envolvendo recrutas do exército.
Apesar de serem todos da mesma corporação não havia privilégios. Os cassetetes comiam no centro, como se dizia. Não houve ocorrências com colegas da 2ª Cia., apenas com soldados de outras companhias e civis que trajavam peças de uniformes, até então, restritos às forças armadas. Esses elementos eram conduzidos ao posto de comando para os devidos esclarecimentos.
Para nossa surpresa, numa das brigas em que tivemos que interceder estava um sargento do 35 BI (convém não revelar o seu nome), mas ele tinha alguma picuinha com o Ronald, pois o comandante, além de dar uns safanões nos desconhecidos, aproveitou a deixa para encher o sargento brigão de porrada. Todos os recrutas da patrulha também tiraram uma lasquinha. Até eu, imaginem!
Treinamento de Tiro
Eu me considerava um bom atirador, apesar do problema no olho direito. Descobri, assim que saí do quartel que tinha dificuldades de enxergar no olho direito. Fato não detectado nos exames de alistamento. Na verdade, estes exames eram bem básicos.
Atirava razoavelmente bem porque seguia a todas as recomendações do instrutores e tinha calma na hora do tiro. Sou ansioso, por natureza, mas nesse momento eu me tranquilizava. Tinha boa postura, controlava a ansiedade e tinha foco.
Certa vez, num desses treinamentos, estávamos sendo orientados pelo Aspirante a oficial, João Marques, recém chegado da AMAN-Academia Militar das Agulhas Negras. Quase dois metros de massa bruta, “caxias”, mas super gente boa. Ao me ver no stand de tiro, elogiou minha postura e a maneira como eu me mantinha calmo, ao atirar. Nesse dia, eu dei uns cinco ou seis tiros, muito perto uns dos outros. O aspirante ficou curioso e mandou que eu repetisse a série. Não consegui ter a mesma performance.
-Porra, Torquato. Tá me sacaneando? – esbravejou o aspirante, decepcionado.
Será que ele havia pensado ter encontrado um “sniper”? Será?
O melhor atirador da turma foi Everaldo. Sem saber do meu problema no olho, inventei de aceitar uma aposta com ele, para ver quem se saia melhor no treinamento.
Perdi. Logicamente.
Pista de Reação
Se tinha algo que eu temia mais que qualquer coisa quando estava servindo ao exército era a famigerada pista de reação. Para quem não sabe a pista de reação é uma sequência de obstáculos pelos quais todos os recrutas devem passar. Trata-se de uma simulação de combate. Lembro-me como todos estavam tensos. Eu já tinha uma vaga ideia do que nos esperava, pois meu irmão passou por maus bocados cinco anos atrás e havia me relatado alguns momentos. O oficial que estava à frente quando iniciei a minha trajetória era um dos mais temidos, pelo menos por mim. Tratava-se do Tenente Moura, cara cheio de marra, rigoroso e exigente. Havia um clima de guerra no ar. Nada mais natural, afinal a ideia era essa. Fui logo demonstrando muita garra ao responder com grit os, até, ao que me era perguntado. Notei que o tenente se impressionou com minha atitude, até eu cometer meu primeiro ato impensado. A todos nós seria confidenciada a senha para que a apresentássemos quando necessário e, ao perceber que o tenente mandara um soldado começar sua corrida sem que a senha lhe fosse dada, interpelei-o com uma observação. Disse-lhe:
-Tenente, o senhor não lhe deu a senha.
Como resultado disso paguei dez cangurus, dez flexões e recebi uma bronca com xingamentos impublicáveis. Após o meu castigo comecei a correr que nem um desesperado. Eram tiros, bombas, gritaria, um inferno. Mas tudo ia bem. Passei pelo charco com certa facilidade, apesar da necessidade de ter que levantar o fuzil acima da cabeça para que o mesmo não molhasse. Entretanto o segundo vacilo não demorou a acontecer. Não lembro a sequência com exatidão, mas chegara a hora de passar pelo túnel de gás lacrimogênio. Tratava-se de uma vala com cobertura de lona. Dentro havia muita lama e ao redor, soldados antigos, cabos e sargentos gritavam o tempo inteiro e jogavam bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. Tive muito dificuldade devido à quantidade de lama e o cheiro de gás era horrível. Os olhos ardiam, a boca seca, muita sede. Praticamente não saia do lugar, estava muito cansado. Mesmo com tanto perrengue pensei em pegar um dos muitos gorros perdidos por outros guerreiros. O meu, havia perdido um pouco antes. Mas não consegui. Com a demora, mais gás foi jogado. Foi aí que vi uma fresta de luz à minha frente. Pensei: Meu Deus, terminou, cheguei ao final desse túnel desgraçado. Sem pestanejar enfiei minha cabeça pela pequena fenda. Não era o fim do túnel.
-“Seu miserável, ‘caga pau’, infeliz você rasgou o meu túnel, recruta desgraçado? - esbravejou alguém.
Eu simplesmente destruí o túnel. Paguei mais uma porrada de cangurus e flexões, além de ouvir outros tantos xingamentos. Estava exausto. Quando chegava
perto do final, se me lembro bem, alguém me disse que o sargento Azevedo era quem esperava pela senha e sem a mesma o castigo seria doloroso, por assim dizer. Foi aí que eu me dei conta não me recordar da bendita senha. Quando estava próximo ao fim da pista comecei a sentir câimbras e fiquei deitado no chão, me contorcendo. Antes de ser socorrido ouvi mais xingamentos e ofensas:
- “Levanta recruta caga pau! Se não levantar voltará a refazer a pista do começo”. - Gritavam alguns.
- “Me lasquei! - eu pensei.
Já que eu não dava sinais de recuperação e confesso, fiz parecer ser mais grave do que realmente era, os sargentos resolveram fazer uma maca e convocar alguns dos meus colegas para que me carregassem até a base do acampamento. Chegando lá, mandaram eu tirar a roupa molhada e fui examinado e medicado. Chegaram a cogitar a possibilidade de um resgate por helicóptero, mas não houve a necessidade. Recebi uma injeção que de tão dolorosa talvez fosse melhor enfrentar o Sargento Azevedo e aguentar as consequências por não lembrar da senha.
Desse fato não me saem da cabeça três situações. Lembro como se fosse hoje: a primeira é como um sargento que não conhecia, ao me ver só de cueca (por ter tirado a farda que estava toda ensopada) e por minha magreza muito peculiar, disse:
- “Que porra é essa?”
Realmente, eu não estava muito gatinho.
A segunda foi quando eu ainda estava deitado e meio sonolento por conta da injeção que haviam aplicado em mim e o Capitão Gilson, Comandante da Segunda Companhia chegou para me ver.
- Capitão, eu queria terminar a pista, mas não consegui. - Antecipei-me.
Em resposta, ele me disse:
- Não tem nada não guerreiro, você é cabra macho da Segunda!
Eu já o admirava pela sua postura e seu senso de justiça, mas depois desse dia fiquei ainda mais orgulhoso por ser um dos seus comandados.
E a terceira foi o companheirismo da turma que me carregou na maca. Enquanto eles me carregavam, para a surpresa de todos do grupo, o recruta Romão também era socorrido e carregado em outra maca improvisada com varas de madeira encontradas no mato e gandolas, assim como eu. Além de demonstrar a união do pelotão, apesar de terem recebido ordens para assim fazê-lo o socorro que nos foi prestado serviu de experiência do que poderia acontecer num combate verdadeiro. A situação tornou-se um dos fatos mais marcantes de nossa passagem pelo exército. Chegaram ao ponto de “compor” uma modinha para ilustrar o ocorrido:
“Soldado morreu na pista de reação
O primeiro foi Torquato
O segundo foi Romão”.
Até hoje não sei quem foi o gaiato compositor.
Testes de sobrevivência
Enfim, partimos para o mato. Seria a semana de sobrevivência. Exercícios voltados a nos capacitar para um eventual combate.
Viajamos nos caminhões. Poupados na viagem, mas com promessa de muita ralação no decorrer da semana.
Ao chegarmos, fomos divididos em duplas para a montagem das barracas. Meu parceiro de barraca foi o Bastos.
A barraca era pequena, de lona. Muito simples.
Falando assim parece até que estávamos num acampamento de férias, mas tudo isso acontecia ouvindo-se muitos gritos, muitos xingamentos. A correria era grande. Logo, foram formados grupamentos de, mais ou menos, vinte recrutas para o início dos treinamentos.
As Baixas
Ainda éramos novatos no quartel quando sofremos a primeira baixa. Nosso companheiro Messias faleceu, vítima de uma meningite. Não tive tanto contato com ele, mas parecia ser gente boa. Segundo Bastos, era um intelectual. Os dois conversavam sobre literatura. Trabalhou no rancho. Depois foi a vez de um cara que eu gostava muito. Fomos colegas de beliche. O saudoso, Cerqueira. Cara muito legal, mas de saúde muito frágil. Vivia baixando enfermaria e HGE. Não me lembro exatamente o motivo de sua morte, mas lembro muito bem dele. Era uma boa amizade.
Sofrimento/diversão
Com um tempo de quartel, começaram a aparecer uns engraçadinhos que teimavam em demonstrar seus gracejos enquanto estávamos todos em formação na ordem unida. Todos têm número e nome de guerra. Então, gritava-se o número e o seu dono tinha que gritar o seu nome de guerra.
Não era incomum a adoção de apelidos e, a um dos recrutas, foi dado o apelido de Caxinguelê, talvez pela sua beleza. Caxinga, para os mais chegados. De tanto ser chamado pelo apelido, o Nildo, resolveu fazer sua gracinha. Ao ter seu número chamado pelo sargento:
- Soldado 541?
- Caxinga! – respondeu o Nildo, em algo e bom som!
Se não fosse o fato de todo mundo cair na gargalhada (até o sargento esboçou um sorriso), só o infeliz do Nildo sofreria alguma punição. No entanto, todos foram devidamente castigados.
Em outro momento, por ter um nome de guerra incomum, eu fui o escolhido da vez.
Num outro dia, no pátio da 2ª CIA., houve uma sessão de senta e levanta. Castigo muito utilizado, sendo nós merecedores ou não.
- Sentado 1, 2 – gritava o sargento
Enquanto a maioria gritava 3, 4 ao sentar, um dos recrutas respondeu diferente:
- Torquato!
Até então, o sargento não havia percebido, e continuou:
- De pé 1, 2.
Dessa vez, a turma toda, gritou:
- Torquato!
E assim ficou até o sargento perceber, e não perdoar.
- Hummm! Temos aqui uma companhia de comediantes.
Foram vários minutos de flexões, cangurus, e pulinhos de galo, como castigo. E todo mundo com um sorriso largo na cara. Todos, descarados!
Patrulha de Reconhecimento
Lembro-me que um dia, foram formadas patrulhas, à noite. Era muito escuro. Mal se via o companheiro à frente. A ideia era adentrar ao acampamento inimigo.
Depois de uma longa caminhada, passamos a rastejar, para não sermos notados. Daí veio a constatação, estávamos rastejando num pasto. A adrenalina era gigante e o mau cheiro, da mesma forma. Estávamos na merda, literalmente.
Como nada é tão ruim que não possa piorar, refletores foram acesos, bombas de efeito moral e tiros foram disparados.,
- “Morram seus filhos da puta!” – gritavam por toda à parte.
Obviamente, o inimigo havia percebido a nossa presença.
O lugar virou um verdadeiro inferno. Parecia um combate real, só que não enxergávamos nada. Cada um foi pra um lado.
O pasto era cercado com arame farpado e só existia uma saída. Ao tentar correr, dei de cara com a cerca. Foi bater e voltar. Não sei se dei sorte ou azar, pois o arame estava bem esticado e acabei não ficando preso. No entanto, sofri várias escoriações. Com certa dificuldade consegui encontrar a saída.
Após o fim do exercício, voltamos para o acampamento completamente esgotados, pensando apenas em dormir. Entretanto, as barracas estavam todas jogadas ao chão, sem qualquer identificação. Até todos chegarem às suas barracas, de fato, o sol já estava raiando para mais um dia de ralação.
"Matando o inimigo"!
Bráz me fez lembrar do momento em que um boneco, caracterizado como se fosse um inimigo a ser batido, era jogado de uma árvore por um militar, estrategicamente escondido:
Depois uma longa corrida, passando por inúmeros obstáculos, eis que surgia um inimigo à nossa frente.
- “Mata, mata, mata o inimigo!” – esbravejavam, os orientadores.
Todos atendiam ao comando e o tal inimigo era alvo de muitos desabafos, por assim dizer.
Apesar de um número grande de recrutas, pareceu que apenas um boneco havia sido confeccionado. Portanto, mesmo sendo o “indivíduo” a ser eliminado, o mesmo deveria ficar em condições mínimas para suportar ao ataque de todos.
O clima era de muita tensão, de guerra mesmo. Todos estavam com adrenalina à mil. Um barulho absurdo por conta das bombas de efeito moral e por toda a gritaria provocada pelos orientadores a fim de deixar a nós, ainda mais pilhados. Não faltou quem “surtasse” diante das circunstancias e acabaram exagerando na dose. Um dos recrutas, além de furar o boneco com a baioneta, passou a dar socos e mordê-lo ferozmente, tirando-lhe uma das orelhas com os dentes. O inimigo estava sendo esquartejado a dentadas pelo recruta.
O cabo, que estava soltando o boneco e provavelmente teria sido ele quem o fez, ficou horrorizado. Pulou em cima do recruta, gritando:
- “Você tá doido seu monstro? Você quer comer o inimigo? Você é canibal, seu desgraçado?”.
Mal entendido
Na guarda, também não foi muito diferente. Sempre apareciam situações indesejadas. Como exemplo posso citar o dia em que me indispus com um dos Cabos.
A troca da guarnição era feita pelo cabo da guarda a cada duas horas. Ao anoitecer, era comum os cabos darem um “migué” no percurso que era feito para a troca. Num desses dias, eu estava fazendo a guarda na Vila dos Sargentos. No P-6, especificamente. O reforço poderia, ou mesmo, deveria se deslocar o tempo todo, mas aquele que tirava a guarda teria que ficar na guarita ou bem próximo a ela. O cabo da guarda se chamava Carlos, creio que era da 1ª Cia. Ele já havia acertado com todos que, ao cair da noite, não faria o percurso completo e quem estivesse no P-6 e no reforço, deveriam se deslocar até o atalho, por onde a guarnição cortaria o caminho.
Bem próximo à guarita, ficava uma das casas da Vila. Nesse dia, o sargento que lá residia, inventou de ficar na varanda bem na hora da troca da guarda.
Inexperiente, fiquei sem saber o que fazer, pois tinha medo de ser acusado de ter abandonado o posto. Resolvi ficar onde estava.
Como eu não fui até à guarnição, o cabo teve que mudar os seus planos e veio a mim. Enfurecido, questionou-me porque não fiz o que ele havia acertado.
- Que merda, Soldado, quer me sacanear?
Expliquei a situação, mas não o convenci. Além de ficar me xingando por todo o percurso, soube que o mesmo ficou me procurando na hora do jantar. Queria me castigar. Os últimos a saírem do rancho faziam a faxina e mesmo não sendo o caso, eu seria um deles.
Eu sempre comia muito rápido e, dependendo do que fosse servido minha permanência no rancho era por um período muito curto.
Não me encontrando, ficou ainda mais retado com a minha cara.
Toda vez que eu era escalado para a guarda, procurava saber qual seria o cabo do dia. Para meu alívio, não o encontrei mais, em serviço.
2ª Companhia de fuzileiros do 35º BI – 1983.
Oficiais: Cap . Gilson Ten . Mendonça Ten. Santana Aspirante Of. João Marques Subten. Diniz. Sargentos: Abreu-03 Chaves-09 ...
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Oficiais: Cap . Gilson Ten . Mendonça Ten. Santana Aspirante Of. João Marques Subten. Diniz. Sargentos: Abreu-03 Chaves-09 ...
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Se tinha algo que eu temia mais que qualquer coisa quando estava servindo ao exército era a famigerada pista de reação. Para quem não ...





































