Depois de toda a ralação do ano, era chegada a hora de decidirmos se pedíamos para engajar, permanecer no quartel por mais algum tempo, ou se iríamos voltar ao estado de civis.
Fui um dos que decidiram sair.
No dia do nosso desligamento foi uma choradeira. Até oficiais mais experientes sucumbiram ao sentimento de saudade.
Todos em forma pela última vez. Sem uniforme.
Uma mistura de sentimentos tomava a todos.
Até à chegada ao portão principal, havia uma ansiedade. Enfim estaríamos livres das ordens, das sacanagens de um ou outro superior hierárquico, da comida pouco aprazível. Estaríamos por nossa conta.
Ao sair, um vazio. Por um momento, fui tomado por um arrependimento. Quase peço para voltar.
Cada um pegou o seu ônibus. Nos dias de folga, pegávamos carona, rapidinho. Nem isso teríamos mais.
Ainda no trajeto para casa, me sentia feliz e infeliz, ao mesmo tempo. Retornaria à minha família, deixando outra para trás.
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