quarta-feira, 28 de abril de 2021

Serviço na Micareta

 


 Apesar de querer estar de folga para participar da festa, estar de serviço nas ruas, nessa época, não era tão ruim assim. Afinal, chamávamos a atenção por onde passávamos. As garotas se empolgavam. A farda parecia ter um efeito afrodisíaco, digamos assim. 

No entanto, os perrengues não eram incomuns. Os confrontos com foliões mais exaltados aconteciam o tempo todo. Numa dessas patrulhas em que eu estava, tinha o Sargento Ronald, no comando. Já era muito comum à época, brigas e desordens pelo circuito, inclusive envolvendo recrutas do exército.  

Apesar de serem todos da mesma corporação não havia privilégios. Os cassetetes comiam no centro, como se dizia. Não houve ocorrências com colegas da 2ª Cia., apenas com soldados de outras companhias e civis que trajavam peças de uniformes, até então, restritos às forças armadas. Esses elementos eram conduzidos ao posto de comando para os devidos esclarecimentos. 

Para nossa surpresa, numa das brigas em que tivemos que interceder estava um sargento do 35 BI (convém não revelar o seu nome), mas ele tinha alguma picuinha com o Ronald, pois o comandante, além de dar uns safanões nos desconhecidos, aproveitou a deixa para encher o sargento brigão de porrada. Todos os recrutas da patrulha também tiraram uma lasquinha.  Até eu, imaginem! 

 


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2ª Companhia de fuzileiros do 35º BI – 1983.

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