Com um tempo de quartel, começaram a aparecer uns engraçadinhos que teimavam em demonstrar seus gracejos enquanto estávamos todos em formação na ordem unida. Todos têm número e nome de guerra. Então, gritava-se o número e o seu dono tinha que gritar o seu nome de guerra.
Não era incomum a adoção de apelidos e, a um dos recrutas, foi dado o apelido de Caxinguelê, talvez pela sua beleza. Caxinga, para os mais chegados. De tanto ser chamado pelo apelido, o Nildo, resolveu fazer sua gracinha. Ao ter seu número chamado pelo sargento:
- Soldado 541?
- Caxinga! – respondeu o Nildo, em algo e bom som!
Se não fosse o fato de todo mundo cair na gargalhada (até o sargento esboçou um sorriso), só o infeliz do Nildo sofreria alguma punição. No entanto, todos foram devidamente castigados.
Em outro momento, por ter um nome de guerra incomum, eu fui o escolhido da vez.
Num outro dia, no pátio da 2ª CIA., houve uma sessão de senta e levanta. Castigo muito utilizado, sendo nós merecedores ou não.
- Sentado 1, 2 – gritava o sargento
Enquanto a maioria gritava 3, 4 ao sentar, um dos recrutas respondeu diferente:
- Torquato!
Até então, o sargento não havia percebido, e continuou:
- De pé 1, 2.
Dessa vez, a turma toda, gritou:
- Torquato!
E assim ficou até o sargento perceber, e não perdoar.
- Hummm! Temos aqui uma companhia de comediantes.
Foram vários minutos de flexões, cangurus, e pulinhos de galo, como castigo. E todo mundo com um sorriso largo na cara. Todos, descarados!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Fique à vontade e comente aqui!